18 das Melhores Bruxas da Cultura Pop

A cultura pop tem verdadeira fascinação por bruxas – e nós também.

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Desde a década de 1970, muitas mulheres do movimento feminista abraçaram a figura da bruxa como um símbolo de resistência e empoderamento feminino. Também pudera. Durante muito tempo mulheres foram julgadas e executadas como bruxas e amigas do capeta por não se encaixarem no papel que se esperava delas.

Embora em algumas partes do mundo pessoas desviantes ainda sejam executadas por bruxaria, os séculos XVI e XVII foram especialmente complicados para as mulheres. Principalmente as marginalizadas. Naquela época, mulheres eram tidas como naturalmente lascivas e inclinadas ao mal. Portanto, carentes de orientação e tutela masculina.

O ápice dessa mentalidade eram os julgamentos por bruxaria, em que as acusadas eram tipicamente mulheres de meia idade que não se encaixavam no ideal feminino da época. Como o ideal feminino da época era muito restrito, não precisava muito para ser considerada bruxa. Não ter filhos, ser uma má esposa, expressar raiva ou mesmo saber nadar eram o suficiente para ter a vida encerrada na fogueira.  Parteiras e curandeiras, as médicas daquele tempo, eram imediatamente julgadas e queimadas, enforcadas ou afogadas.

Hoje em dia, a cultura pop possui verdadeira fascinação por bruxas, e nós seguimos no seu encalço. Há um tempo atrás, o jornal LA Times publicou um artigo muito interessante que dizia que bruxas eram uma forma segura de retratar personagens femininas fortes no cinema e na televisão. Para a crítica Mary McNamara, autora do artigo, a presença tão frequente de bruxas nas telas é um reflexo de uma indústria que ainda não sabe muito bem como escrever personagens femininas complexas. De acordo com ela:

“Bruxas são uma solução útil para outros, mais pragmáticos problemas narrativos. Elas podem ser velhas e sábias, e ainda assim belas. Elas podem cometer atos de fúria, sexo e violência – ainda marcas de um drama ‘importante” – que seriam bem menos aceitáveis vindos de uma personagem feminina mortal. (…)

Homens podem ser solitários, perturbados e taciturnos. Mas mulheres anti-sociais ou verdadeiramente contrárias à norma (ao invés de adoravelmente contrárias) ainda nos deixam muito desconfortáveis (…). Mas se você faz delas rainhas (Game of Thrones, Reign) ou bruxas, bem, aí sim. Assim você pode ter mulheres complicadas e complexas. Elas podem ser amigas, mas não muito, podem seduzir, matar e avançar a trama sem se preocupar com a compreensão dos telespectadores.(…)”

Talvez por esse motivo as bruxas da ficção exerçam tamanho fascínio em meninas e mulheres e frequentemente façam parte do nosso rol de personagens favoritas. Além de poderosas, elas são mais humanas do que a maioria das personagens femininas que vemos na ficção (apesar de seus poderes sobrenaturais).  

Pensando nisso, decidimos homenagear algumas das nossas bruxas favoritas da ficção. São elas:

Hermione Granger (Harry Potter)

Impossível fazer uma lista de bruxas sem encabeçá-la com a nossa querida Hermione. Já falamos sobre ela aqui antes. Além de esforçada, leal, motivada e justa, ela é também inteligentíssima, brilhante, rainha da porra toda. Sem Hermione, não existiria a série Harry Potter, porque Harry Potter teria morrido no primeiro livro.

Nancy, Sarah, Rochelle e Bonnie (Jovens Bruxas)

Quando o poder feminino é reprimido, coisas ruins acontecem. Apenas pergunte a Sarah, Nancy, Bonnie e Rochelle, quatro amigas dedicadas ao ocultismo e à magia, que desencadeiam um poder tão forte que geram trágicas consequências.

Sally e Gillian Owens (Da Magia à Sedução)

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Um clássico muito amado da minha adolescência. Da Magia à Sedução traz Sandra Bullock e Nicole Kidman como Sally e Gillian, duas irmãs que, atormentadas por uma maldição de família, precisam usar seus poderes e despertar o poder de todas as mulheres do povoado para se livrar de um parceiro abusivo e encontrar o amor verdadeiro.

Serafina Pekkala (Fronteiras do Universo)

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Rainha do clã de bruxas do Lago Enara, Serafina Pekkala esconde séculos de sabedoria e comunhão com a natureza por atrás de uma beleza de cair o queixo. Além de bela, sábia e enigmática, Serafina também é corajosa e uma guerreira habilidosa.  

Sabrina (Sabrina, Aprendiz de Feiticeira)

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Quem cresceu na década de 1990 certamente se lembra de Sabrina, a adolescente que descobre ser bruxa aos 16 anos de idade e precisa aprender a controlar os seus poderes. Menção honrosa a Salem, o gato que fala da família.

Ursula (A Pequena Sereia)

Provavelmente a bruxa mais fascinante, divertida e aterrorizante da Disney. Não contente em manter as almas de suas vítimas em um inferno eterno, a mulher ainda tinha duas enguias do mal como capangas e gostava de roubar a voz de sereinhas desavisadas.

Piper, Phoebe, Prue e Paige (Charmed)

Dos meus 12 aos 14 anos eu fui obcecada pelas irmãs Halliwell, as bruxas que traziam muita magia às minhas noites de quinta-feira (e aos meus domingos, nas reprises). Com oito temporadas, Charmed se tornou a série mais longa em que todas as protagonistas eram mulheres.

Willow Rosenberg (Buffy, a Caça-Vampiros)

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Amiga inseparável de Buffy, Willow salva o mundo mais vezes do que dá pra contar ao longo de sete temporadas. Inteligente e poderosa, ela estava sempre disposta a ajudar seus amigos e a derrotar demônios.  

Winnie Sanderson (Abracadabra)

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A mais velha e perigosa das irmãs Sanderson, Winnie tinha supostamente um caso com o capeta, de quem recebeu o seu livro de feitiços. Bem-humorada, porém temperamental, Winnie é a caricatura da bruxa má, interpretada brilhantemente por Bette Midler (que, sendo Bette Midler, protagoniza um número musical inesquecível no meio do filme). Não tem como não amar.

Endora (A Feiticeira)

Samantha era a protagonista de A Feiticeira, uma bruxa que lutava para se adequar à vida de dona de casa para agradar o marido (sem muito sucesso). Mas quem integra a lista é a Endora, mãe de Samantha (também bruxa), que achava um absurdo o fato de a filha tentar suprimir os seus poderes, e vivia encorajando-a a largar o amado “Der-wood” para poder exercer os seus poderes.

Bellatrix Lestrange (Harry Potter)

Bellatrix é a grande vilã de Harry Potter e por vezes me metia mais medo do que o próprio Voldemort. Sádica e violenta, Bellatrix não deixa de ser uma prova do feminismo de Rowling (junto com Dolores Umbridge). Afinal, o feminismo luta pelo reconhecimento de que homens e mulheres são humanamente iguais – tanto no bem, como no mal.

Leia também 7 Filmes de Terror Liberados para Feministas; e Personagens Femininas em Harry Potter – Um Adeus aos Estereótipos.

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