#LeiaMulheres – 5 Livros Escritos por Mulheres para Ler em Janeiro

Todo começo de mês o Nó de Oito solta cinco sugestões de livros escritos por mulheres para a leitura no mês em questão.

Shoshana, personagem do filme Bastardos Inglórios, lendo.

Inspirada pelo projeto Leia Mulheres, que tem o objetivo de incentivar a leitura de obras assinadas por mulheres, todo começo de mês o Nó de Oito solta uma lista com cinco livros escritos por mulheres como sugestão de leitura para o mês em questão. Eis nossas recomendações para Janeiro de 2018.

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Todos Nós Adorávamos Caubóis

Capa do Livro Todos Nós Adorávamos Caubóis.

Autora:  Carol Bensimon

Sinopse: Cora e Julia não se falam há alguns anos. A intensa relação do tempo da faculdade acabou de uma maneira estranha, com a partida repentina de Julia para Montreal. Cora, pouco depois, matricula-se em um curso de moda em Paris. Em uma noite de inverno do hemisfério norte, as duas retomam contato e decidem se reencontrar em sua terra natal, o extremo sul do Brasil, para enfim realizarem uma viagem de carro há muito planejada. Nas colônias italianas da serra, na paisagem desolada do pampa, em uma cidade-fantasma no coração do Rio Grande do Sul, o convívio das duas garotas vai se enredando a seu passado em comum e seus conflitos particulares: enquanto Cora precisa lidar com o fato de que seu pai, casado com uma mulher muito mais jovem, vai ter um segundo filho, Julia anda às voltas com um ex-namorado americano e um trauma de infância.

Todos nós adorávamos caubóis é uma road novel de um tipo peculiar; as personagens vagam como forasteiras na própria terra onde nasceram, tentando compreender sua identidade. Narrada pela bela e deslocada Cora, essa viagem ganha contornos de sarcasmo, pós-feminismo e drama. É uma jornada que acontece para frente e para trás, entre lembranças dos anos 1990, fragmentos da vida em Paris e a promessa de liberdade que as vastas paisagens do sul do país trazem. Um western cuja heroína usa botas Doc Martens.

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O Sol é para Todos

Capa do livro O Sol é para Todos

Autora: Harper Lee

Sinopse: Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela pequena e sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

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Chronos. Viajantes do Tempo

Capa do livro Chronos. Viajantes do Tempo

 

Autora:  Rysa Walker

Sinopse: Na vida, tudo tem uma ordem certa para acontecer: os sapatos devem ser colocados depois das meias, a geléia deve ser passada no pão depois da manteiga — netos nascem depois dos avós. Kate Pierce-Keller nunca havia dado atenção a este último item, até sua avó surgir com revelações e um objeto que podem colocar sua existência em risco. Os eventos da premiada Trilogia Chronos se iniciam quando Kate descobre que sua avó é uma historiadora viajante do tempo — nascida alguns séculos à frente, mas presa ao presente por conta de um acidente — e possui um artefato, um medalhão azul reluzente, que permite realizar saltos temporais para qualquer época e local. Tudo parece um absurdo no início, mas uma leve interferência na linha temporal faz com que os pais de Kate sumam do mapa e ela seja a próxima da lista. Arriscando sua vida, ela aceita a missão de tentar voltar no tempo para evitar um homicídio que é a chave de tudo e colocar as coisas no seu devido lugar. Mas se ela for bem sucedida, a interferência também terá um custo pessoal.

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A Quinta Estação

Capa do livro A Quinta Estação

Autora: N. K. Jemisin

Sinopse: É assim que o mundo termina. Pela última vez. Três coisas terríveis acontecem em um único dia: Essun volta para casa e descobre que seu marido assassinou brutalmente o próprio filho e sequestrou sua filha. Sanze, o poderoso império cujas inovações têm sido o fundamento da civilização por mais de mil anos, colapsa frente à destruição de sua maior cidade pelas mãos de um homem louco e vingativo. E no coração do único continente, uma grande fenda vermelha foi aberta e expele cinzas capazes de escurecer o céu e apagar o sol por anos. Ou séculos. Mas esta é a Quietude, lugar há muito acostumado à catástrofe, onde os orogenes – aqueles que empunham o poder da terra como uma arma – são mais temidos do que a longa e fria noite. E onde não há compaixão.

Eleito pelo The New York Times como um dos 100 livros mais notáveis do ano, A Quinta Estação é o primeiro livro da trilogia A Terra Partida, escrita pela escritora norte-americana N.K Jemisin, cujas histórias foram nomeadas diversas vezes aos maiores prêmios de ficção científica e fantasia do mundo, incluindo o Nebula, Locus e World Fantasy Award. Em 2016, se tornou a primeira pessoa negra a receber o Hugo na categoria principal por seu livro “A Quinta Estação”. Jemisin é considerada uma das mais importantes vozes da ficção especulativa atual, por construir universos ricos e complexos, que vão da fantasia à ficção científica. Suas obras falam sobre justiça social, preconceito, violência e a multiplicidade do comportamento humano. Além de escritora, Jemisin é blogueira política, feminista e antirracista. Atualmente escreve a coluna “Otherworldly” para o New York Times.

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A Vida Invisível de Eurídice Gusmão

Capa do livro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão

Autora: Martha Batalha

Sinopse: Guida Gusmão desaparece da casa dos pais sem deixar notícias, enquanto sua irmã Eurídice se torna uma dona de casa exemplar. Mas nenhuma das duas parece muito feliz nas suas escolhas. A realidade das Gusmão é parecida com a de inúmeras mulheres nascidas no Rio de Janeiro nos anos 1920 e criadas para serem boas esposas. São as nossas mães, avós, bisavós; invisíveis em maior ou menor grau, que não puderam protagonizar as próprias vidas, mas que agora são as personagens principais do primeiro romance de Martha Batalha. Uma promessa da ficção brasileira que chega afiadíssima para contar uma infinidade de histórias bem costuradas e impossíveis de largar.

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