#LeiaMulheres – 5 Livros Escritos por Mulheres para Ler em Fevereiro

Todo começo de mês o Nó de Oito solta cinco sugestões de livros escritos por mulheres para a leitura no mês em questão.

Amelie Poulain lendo

Inspirada pelo projeto Leia Mulheres, que tem o objetivo de incentivar a leitura de obras assinadas por mulheres, todo começo de mês o Nó de Oito solta uma lista com cinco livros escritos por mulheres como sugestão de leitura para o mês em questão. Lembrando que comprando através dos links abaixo você ajuda o Nó de Oito a crescer! 🙂 

Eis nossas recomendações para Fevereiro de 2018:

Nada a dizer

Capa do livro Nada a Dizer. #LeiaMulheres

Autora:  Elvira Vigna

Sinopse: Nada a dizer é a história de um adultério, narrada do ponto de vista da mulher traída. No entanto, muito mais do que o inventário de perdas e danos em que costuma consistir esse tipo de relato, o que se encontra nestas páginas é uma investigação minuciosa das motivações de cada um dos envolvidos, bem como uma discussão indireta das possibilidades de entendimento amoroso no mundo urbano contemporâneo.

Temas como lealdade, autoconhecimento e convivência afloram das evoluções do triângulo formado por Paulo, sua amante N. e a narradora, cujo nome não é revelado. Um fugaz triângulo, em que um casal de alternativos de meia-idade, experimentados nas revoluções políticas e comportamentais dos anos 1960, é abalado pela entrada em cena de uma amante vinte anos mais jovem e com um perfil que tanto um quanto o outro não hesitariam em chamar de “burguês” em suas juventudes.

Uma das argúcias da autora é mimetizar a prosa confessional de autoexposição, tão em voga nos nossos dias, mas com o deslocamento e condensação de uma obra de ficção. Com um humor cruel e uma lucidez não prejudicada pelo natural rancor, a narradora revisita obsessivamente os acontecimentos, buscando entre eles as raízes de seu autoengano, num exercício quase masoquista – mas necessário – de descoberta e revelação. É sua única via possível de recuperação.

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Mulheres, Raça e Classe

Capa do livro Mulheres, Raça e Classe. #LeiaMulheres

Autora: Angela Davis

Sinopse: Mais importante obra de Angela Davis, Mulheres, Raça e Classe traça um poderoso panorama histórico e crítico das imbricações entre a luta anticapitalista, a luta feminista, a luta antirracista e a luta antiescravagista, passando pelos dilemas contemporâneos da mulher. O livro é considerado um clássico sobre a interseccionalidade de gênero, raça e classe.

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Niketche

Capa do livro Niketche. #LeiaMulheres

Autora:  Paulina Chiziane

Sinopse: Negra de origem humilde, Paulina Chiziane teve de percorrer um longo caminho até se firmar como escritora. Primeira mulher moçambicana a publicar um romance, a autora faz uma literatura ligada às suas raízes culturais, abordando temas femininos num país em que a atividade é exercida quase em sua totalidade por homens – um dos principais escritores moçambicanos de hoje é Mia Couto, de quem a Companhia das Letras publicou, em 2003, Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra .

Niketche conta a história de Tony, um alto funcionário da polícia, e sua mulher Rami, casados há vinte anos. Certo dia, Rami descobre que o marido é polígamo: tem outras quatro mulheres e vários filhos. As esposas de Tony estão espalhadas pelo país: em Maputo, em Inhambane, na Zambézia, em Nampula, em Cabo Delgado. Numa decisão surpreendente, Rami decide ir atrás das mulheres do marido.

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Deixe as estrelas falarem

Capa de Deixe as Estrelas Falaram. #LeiaMulheres

Autora: Lady Sybylla

Sinopse: Rosa não vê a hora de voltar para sua nave, o cargueiro independente Amaterasu. Reúne sua tripulação, mas se vê em uma situação desesperadora quando se percebe sem dinheiro, com a nave ancorada em um espaço-porto. Eis que um contrabando misterioso surge e uma oportunidade rara de fazer muito dinheiro em pouco tempo. Mas o trabalho não virá sem consequências para Rosa e sua tripulação.

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Má Feminista

Capa do livro Má Feminista. #LeiaMulheres

Autora:  Roxane Gay

Sinopse: Nesta seleção de ensaios engraçados e perspicazes, Roxane Gay nos leva a uma viagem sobre sua própria evolução como mulher negra, ao mesmo tempo em que nos transporta a um passeio pela cultura nos últimos anos. O retrato que emerge não é apenas o de uma mulher incrivelmente sagaz em contínuo crescimento para compreender a si mesma e à nossa sociedade, mas também o espelho de nós mesmos. Gay fomenta um debate ácido e cômico sobre o feminismo atual – e suas contradições –, política, racismo, violência, transitando entre a cultura pop e a análise crítica. Má feminista é um olhar afiado, e nos alerta, acima de tudo, para a maneira pela qual a cultura que nos envolve torna-nos quem somos.

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Confira todos as nossas indicações do #LeiaMulheres.

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