5 Motivos que Provam que Grey’s Anatomy é umas das Melhores Séries da Atualidade

Quem gosta de um bom drama, com muita representatividade feminina e de minorias, não pode deixar de assistir Grey’s Anatomy.

grey's anatomy

Grey’s Anatomy é uma série que há anos está na minha listinha de preferidas da vida. Ela é cheia de personagens femininas que são incríveis, cada uma do seu jeito, com suas histórias, dramas, qualidades e defeitos.

Para quem não sabe, Grey’s Anatomy é um drama que se passa em um hospital e acompanha a vida dos médicos, residentes e pacientes, e tem Meredith Grey como personagem principal. A série estreou em 2005 e já está na sua décima terceira temporada.

E por que ela é tão maravilhosa?

Bem, para começar, Grey’s Anatomy foi criada pela diva-rainha-dona-da-coisa-toda Shonda Rhimes – feminista, escritora e produtora que, além de Grey’s Anatomy, ainda escreve e produz Scandal e How to Get Away with Murder (através da Shondaland – sua própria produtora de televisão).  

Além disso, uma das coisas que eu mais gosto na série é que nela as mulheres são bem representadas. Complexas como mulheres reais, e sem tanta idealização ou estereótipos (como vemos em muitas personagens femininas atualmente na televisão e no cinema) conseguimos realmente nos identificar com as personagens e suas tramas.

Eu faço televisão recheada com o tipo de personagem que imagino que todos podemos ser.

 

É claro, estamos falando de uma série de televisão dramática (e põe drama aí), mas o que quero dizer é que ainda assim vejo as mulheres na série como mulheres da vida real, de certa forma, pois elas não cabem em caixinhas quadradas e cheias de limitações, e é impossível defini-las como uma coisa só.

Apesar de estar há mais de uma década no ar, Grey’s Anatomy continua extremamente relevante, e é referência em representatividade. Portanto, listei alguns motivos de por que acredito que você precisa incluí-la na sua listinha já.

Mulheres na chefia

Em Grey’s Anatomy, as mulheres sempre estiveram batalhando por seu lugar dentro do Grey Sloan Memorial Hospital. A série sempre foi bem sucedida em mostrar que mulheres também são chefes, são igualmente inteligentes e competentes, e podem, sim, prosperar em um ambiente de trabalho extremamente competitivo apenas por capacidade e mérito.  

Dane-se ser bonita. Eu sou brilhante!

 

Para mim, as personagens que mais representam essa característica da série são Cristina Yang e Miranda Bailey. Yang é ambiciosa e nunca deixa que ninguém diga a ela o que deve fazer. Vai atrás do que quer e mostra que é dona do próprio corpo e da própria vida, sem pedir desculpas. Bailey, por sua vez, é uma das mulheres mais badass da televisão, na minha opinião, e na décima segunda temporada foi a primeira mulher na trama a se tornar chefe do hospital.

Estou em todo lugar!

Representatividade 

Shonda Rhimes, a criadora da série, já recebeu inúmeros prêmios por sua contribuição e preocupação com representatividade nas histórias que conta e nos personagens que cria para suas séries de TV, como o Diversity Award na premiação Directors Guild of America Awards.

Ela já disse que não está trazendo diversidade às telas, mas sim normalizando-as. Isto é, o que Shonda busca é que seu trabalho seja apenas um reflexo do mundo real,  com homens e mulheres negras/os, latinas/os, asiáticas/os, gays, lésbicas e bissexuais e deficientes enfrentando seus próprios dramas pessoais, vitórias e derrotas. Todas essas pessoas existem e merecem ser vistas. E assim é Grey’s Anatomy.

grey's anatomyEu não entendo por que as pessoas não entendem que o mundo da televisão deve ser parecido com o mundo fora da TV. 

Debate questões importantes sobre direitos das mulheres

Grey’s Anatomy já trouxe discussões caras às mulheres, como aborto, o direito de escolha, e o direito sobre o próprio corpo, seja no momento de uma gravidez indesejada, ou o contrário, quando a mulher decide ter o filho por ela mesma, independente do que outras pessoas possam pensar ou opinar.

A série também já trouxe a tona questões como a diferença salarial entre homens e mulheres, que recebem salários menores para executar o mesmo trabalho, e já defendeu a liberdade sexual das mulheres de estar com quem quiserem e quando quiserem, sem que isso defina seu caráter ou afete sua performance no trabalho (porque ao contrário do que se acredita, mulheres não são carentes, apegadas e sentimentais por natureza).

Mostra que mulheres não estão aí para servir ninguém além delas mesmas

Repetidas vezes vimos as mulheres da série defenderem seu posicionamento, seja em situações cotidianas, de trabalho ou em grandes decisões que mudariam suas vidas. Por exemplo, quando Derek queria mudar de cidade por um emprego, fazendo com que Meredith também tivesse que se deslocar com seus filhos, mesmo contra sua vontade. Meredith acaba ficando, graças a um conselho de sua amiga Cristina, que a lembra que o que ela precisa é mais importante do que ele quer, e que Meredith é extraordinária, portanto deveria tomar cuidado para não comprometer demais dela mesma e ficar à sombra de seu companheiro.

Não deixe o que ele quer eclipsar o que você precisa. Ele é muito encantador, mas ele não é o sol. Você é. 

 

Vemos na série que isso pode tanto significar que tudo bem decidir que não quer ser mãe, ou o contrário, que é possível ter filhos e continuar sendo incrível no trabalho. As personagens fazem suas escolhas, e isso significa ser dona da própria vida e seguir o caminho que desejam, sem se preocupar em agradar ninguém além delas próprias.

Valoriza relações entre mulheres

Não me refiro necessariamente a relações amorosas, mas a amizades também. Grey’s Anatomy passa facilmente no Teste de Bechdel, pois explora vários tipo de relacionamentos entre mulheres – desde casais e melhores amigas até drinking buddies, companheiras de trabalho, irmãs, mães e filhas, chefes e subordinadas. E faz tudo isso mostrando que mulher nenhuma precisa de homem para viver.

Meredith e Cristina, em especial, desenvolvem uma relação tão profunda ao longo da série passam a ser a “pessoa” uma da outra, e seus respectivos companheiros as apelidam de “twisted sisters.

Derek é o amor da minha vida, mas você é a minha alma gêmea. 

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Enfim, Grey’s Anatomy me inspirou e continua me inspirando a lutar pelo que eu quero e pelos meus direitos. Depois de mais de uma década  a série está mais contestadora e feminista do que nunca, e continua a criar personagens com as quais todas nós podemos nos identificar.

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